Escreva...
Essa era a palavra, ou melhor, a ordem que não me saía da cabeça. Escreva... E eu reticente permaneci em silêncio, mas esse silêncio começava a me custar caro... a necessidade de transcrever, de transmutar aquilo que estava dentro de mim para o papel se tornava maior que minha dúvida quanto a sua real necessidade ou sua pertinência. Escreva! E já não dava mais para ignorar essa ordem/desejo. Algo que saia de dentro de mim e que ao mesmo tempo me dirigia, como uma ordem externa. Escreva... Pois bem, estou a escrever. E o simples fato de tirar algo da alma e imprimir sobre o papel, ou sobre os pixels, já aliviava o desejo da alma. Ao passo que as palavras tingem o papel, ou surgem enquanto uma mescla de luz e pontos de cor, os sentimentos modificam-se e aliviam-se em meu peito. Escreva... parece ser essa minha sina/presente, meu desejo/ordem, minha fuga/presença. Há quatro dias de meu aniversário de 30 anos percebo que as coisas são. Diferente do que imaginava... Acreditav...